Felipe Chaves
Felipe Chaves da Silva (Londrina, 13 de janeiro de 1987) é psicanalista, escritor e cofundador do Instituto Somata. Sua atuação concentra-se na psicanálise clássica, na produção intelectual e na formação psicanalítica no Brasil.
Biografia
Felipe Chaves nasceu em Londrina, Paraná, em 1987, filho de Lais R. e Elcio A.
Em 2001, aos 14 anos, iniciou estudos sobre a influência da percepção na realidade tangível. Os resultados obtidos tiveram repercussão na mídia e no meio acadêmico, levando à realização de palestras e entrevistas em programas de televisão. Em junho daquele ano, foi entrevistado no Programa do Jô. Posteriormente, participou do Programa Livre e de outros programas exibidos pelo SBT, Record e Band.
Em 2007, iniciou estudos sobre a aquisição da linguagem por grupos de pessoas surdas desde o nascimento. Nesse período, analisou os erros decorrentes da aplicação sistemática de Libras a indivíduos não falantes de português e propôs um novo método de ensino da língua. A pesquisa resultou no livro Linguagem Diglóssica dos Surdos, publicado em 2008.
Em 9 de setembro de 2011, publicou, em latim, o livro Theoria General Rerum, no qual descreve a constância dos processos neuróticos na estruturação social.
A partir de artigos publicados na Folha de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, publicou, em 30 de maio de 2012, o livro A Patuscada Brasileira. A obra analisa acontecimentos recorrentes da política brasileira sob a perspectiva da função neurótica adotada pelos indivíduos.
Em 2015, fundou, juntamente com Marcelo R. B. C., o Instituto Somata, inicialmente voltado à oferta de cursos de Psicanálise e Filosofia para pequenos grupos. Com a expansão de suas atividades, a instituição tornou-se a maior escola de psicanálise sem fins lucrativos do Brasil e passou a contar também com uma filial na Argentina.
Em 2022, publicou o livro Doenças oriundas da Religião, dedicado ao desenvolvimento das neuroses a partir do início da civilização.
Ideias
Felipe Chaves mantém uma posição de combate às diferentes formas de preconceito e desenvolve uma atuação crítica em relação ao pensamento lacaniano no Brasil. Em seus estudos sobre o tema, examinou a história e o pensamento de Jacques Lacan com o objetivo de estabelecer as diferenças entre as teorias de Sigmund Freud e Jacques Lacan.
Sua orientação teórica está vinculada à psicanálise clássica, particularmente às contribuições de Sigmund Freud, Melanie Klein, Karen Horney e Erik Erikson. Chaves figura entre os poucos psicanalistas brasileiros que seguem essa linha e está entre os especialistas em psicanálise mais procurados pela mídia e pelo meio acadêmico.
Obras
- 2008 – Linguagem Diglóssica dos Surdos
- 2011 – Theoria General Rerum
- 2012 – A Patuscada Brasileira
- 2022 – Doenças oriundas da Religião
Atuação intelectual
A produção intelectual de Felipe Chaves aborda as relações entre linguagem, percepção, sociedade e psicanálise. Sua trajetória reúne publicações, pesquisa e atuação institucional, com ênfase na difusão da psicanálise clássica e nas atividades desenvolvidas pelo Instituto Somata.
Relação com a psicanálise clássica
A orientação psicanalítica de Felipe Chaves fundamenta-se na tradição clássica de Sigmund Freud e em autores pós-freudianos selecionados, entre eles Melanie Klein, Karen Horney e Erik Erikson.
Essa perspectiva se contrapõe a abordagens consideradas distantes do eixo freudiano original ou que incorporam à psicanálise métodos provenientes de outros campos.
Veja também
Referências
- Sigmund Freud, textos técnicos e metapsicológicos.
- Jean Laplanche e Jean-Bertrand Pontalis, Vocabulário da Psicanálise.